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A atitude #1 que destrói suas chances na busca por emprego

A atitude #1 que destrói suas chances na busca por emprego

6 de outubro de 2019 Blog Carreira e projeto de vida 0
4230 - A atitude #1 que destrói suas chances na busca por emprego

Recentemente conduzi um processo seletivo para cargo comercial. A vaga de emprego era para nível médio, e esse processo, diante vários, me chamou a atenção porque me marcou muito sobre a atitude que julgo ser a mais impactante na escolha de um candidato(a), seja lá de qual for a função.

Nesta seleção de emprego foram escolhidas duas pessoas: uma mulher e um homem. A moça era extremamente carismática, proativa e preparada para a vaga. Ela foi uma escolha imediata, fácil. O rapaz também, mas algo marcou: no primeiro dia de trabalho foi descoberto que ele havia omitido várias informações e mentido sobre outras tantas.

A mesma característica que fez a moça ganhar sua oportunidade de emprego foi a que fez o rapaz perdê-la: autenticidade. E esse é, sem dúvida, o aspecto que mais admite e exclui candidatos em entrevistas de emprego.

Começando pelas dinâmicas de grupo

2016 08 05 entrevista sobre conflitos - A atitude #1 que destrói suas chances na busca por emprego

Esta etapa costuma ser uma das mais temidas por candidatos a emprego. Bate o medo de falar em público, encarar seus concorrentes, participar de dinâmicas… É algo perfeitamente normal. Mas para se encaixarem nos esterótipos de dinâmicas de grupo, muitas pessoas falam e agem de modo pouco coerente com seu tipo comum, do dia-a-dia.

Há pessoas reservadas que simulam extroversão por acreditarem ser o esperado. Há pessoas replicam clichês como se fossem frases realmente importantes para sua vida. Existem candidatos que dizer ter inglês intermediário e não sabe nem o verbo to be. Há quem esconda que já possui um emprego. E ainda há aquelas pessoas que mintam sobre os motivos da saída do empego anterior. Todas elas, mais cedo ou mais tarde quebram o princípio básico de toda relação: confiança.

Confiabilidade no emprego

Uma relação, até mesmo a profissional, é baseada em confiança. As pessoas só se conectam com as pessoas que confiam, e isso se agrava quando é uma seleção de emprego. Algumas das coisas que quebram a confiabilidade, tanto na primeira impressão quanto na convivência são:

  • Aparência descuidada (falei sobre isso em um artigo recente)
  • Linguagem corporal pouco confiante (também tem artigo sobre isso)
  • Pouca naturalidade na forma de agir, causada muitas vezes pela falta de espontaneidade e autenticidade. Gerando aquela impressão de: “Essa pessoa são está sendo verdadeira, mas por que? O que ela está escondendo?”
  • Mentiras, sempre quebrando a confiança no que é dito e feito pela pessoa

Pare para pensar, você contrataria um funcionário que, desde o começo da relação, mente para você? Nem toda mentira têm a intenção de causar mal a alguém, mas ela por si só sempre gera perda, principalmente na relação com o outro para o qual você mente. Sua confiabilidade é maculada e suas chances de aproveitar a oportunidade vão por água a baixo.

Nas seleções de emprego que facilito, vejo pessoas plagiando redação, ocultando experiências, forçando um perfil que não possuem… E essas pessoas são as que nunca são resgatadas para oportunidades atuais ou futuras. Um entrevistador preparado(a) consegue filtrar estes aspectos e sabe que estas pessoas podem ter recorrência neste tipo de ocorrência. Qual o nível de confiança resta? Geralmente, não o suficiente para dar uma chance.

RH - A atitude #1 que destrói suas chances na busca por emprego

Um emprego é um relacionamento

Você compartilha boa parte do tempo com seu emprego, batalha por objetivos similares à empresa em grande parte do dia e se desenvolve para construir uma relação de confiança, fidelidade e crescimento com ela. E na hora de conquistar um trabalho, você tenta se mostrar atraente para a empresa, mostrando que pode ser a melhor opção. Em caso de demissão não é diferente: se vocês não crescerem juntos, o relacionamento fica fadado ao fim. Esse padrão te remete algo?

Sem autenticidade um relacionamento não vai longe, muito menos o profissional. Na verdade, ele nem se inicia. Seu perfil pode, aparentemente, não ser o mais pronto para os padrões esperados ou o mais atrativo, mas nada é pior do que fingir ser o que não é. Ninguém quer conviver com uma farsa, nem mesmo as empresas.

O mercado admite por aptidões, mas demite por comportamentos. Os líderes competentes que são tão buscados são autênticos consigo e com os outros, e contagiam por quem são de verdade. Quando somos nós mesmos, encontramos oportunidades ideais para experimentar toda nossa identidade e dar-lhe fôlego para se desenvolver. A pergunta que fica é: quem você é de verdade?

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