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Individualidade: cada cabeça é um mundo

Individualidade: cada cabeça é um mundo

13 de janeiro de 2017 Blog 0
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Estamos em um momento de amplo acesso a informações de vários tipos. Esse movimento democratiza a educação, mas dá voz a ideias confusas e duvidosas. Tenho ouvido muito sobre fórmulas, receitas e passos para o sucesso, para a felicidade, para o amor, para a riqueza… Esquecendo de um fator que diferencia todos contextos particulares e os resultados deles: individualidade.

Para começar, que fique claro que individualidade e individualismo não são a mesma coisa. Individualidade é o que faz cada ser humano ser diferente um do outro e que garante a pluralidade da vida. Individualismo é o sentimento de que tudo se concentra em si, de que o “mundo gira ao seu redor”. É também chamado de egocentrismo.

A individualidade é o que engrossa o caldo das discussões mais pertinentes da humanidade, dando estudo de sobra a campos das mais diversas ciências humanas, sociais e naturais. E por que isso? Porque a humanidade é um conjunto de seres semelhantemente diferentes. Ninguém é igual a ninguém, e por isso até hoje ainda tem gente tentando entender a cabeça “das gentes”. Então, qual o cabimento de dizer que algo que eu considero verdade eficaz vai ser verdadeiro e funcionará com todos do mesmo jeito?

A importância de eu entender minha individualidade

Mais do que qualquer constelação, cura ou novo modelo de arranha-céu, a descoberta de si mesmo é um presente. O autoconhecimento não é só mais uma “onda” da web, mas uma necessidade real que teve visibilidade na internet. Quando nos conhecemos, olhamos para dentro para enxergar nossas potencialidades e aperfeiçoar aquilo que ainda pode melhorar. Essa prática gera repercussões não apenas filosóficas, mas profissionais e relacionais também. Um empreendedor que conhece sua deficiência no quesito “trabalho em equipe” tem maior possibilidade de se desenvolver do que o que não se preocupa em se conhecer, por exemplo. Saber seus “calos” e onde se dá bem é importante até mesmo na hora de ampliar nosso grupo de amigos ou conquistar seu par.

tirinha - Individualidade: cada cabeça é um mundoSaber quem eu sou implica automaticamente em saber quem eu não sou. Se eu sei que não sou o outro, entendo que tenho necessidades, caminhos, metas e ideias diferentes. Não é? Então por qual motivo tanta gente insiste em seguir as ondas de receitas de bolo que surgem e tomá-las como verdade? Quem tem visão olha para frente, quem se conhece olha para dentro e quem tem sabedoria olha bem ao seu redor. É necessário para distinguir o que é bom para nós. Distinguindo o que é bom para minha individualidade, criamos filtros para conteúdos, pessoas e situações realmente importantes e fugimos de várias atraentes ciladas comerciais.

Ao compreender minha individualidade nós também tendemos a criar um senso melhor sobre as pessoas… Sobre respeitá-las por elas serem elas, diferentes de nós. Dentro de qualquer círculo social isso alimenta boas práticas como as da empatia e boa da convivência.

Como posso descobrir minha individualidade?

Parece papo de quem quer “puxar a sardinha para seu lado”, mas afirmo que os profissionais do coaching e da psicologia são incríveis em ajudar a descobrir isso. Claro que podemos trilhar esse processo “sozinhos” (sem um profissional contratado) e por múltiplas jornadas, mas esses dois têm intensa relevância nessa descoberta. A jornada do autoconhecimento consiste em observar o que você gosta, o que você faz de melhor, o que te move, seus objetivos, seus valores. São muitas variáveis baseadas no verbo ser.

Existem ferramentas, aplicativos, vídeos, profissionais e práticas que contribuem para o autoconhecimento, e o bom funcionamento de cada corrente depende justamente da sua individualidade. Para mim, particularmente, o coaching e a psicologia causaram mudanças radicais. Há quem se dê melhor com viagens, momentos a sós ou leituras. Cada cabeça é um funcionamento.

Independente de como você queira descobrir a si, o faça. Não caia nas ciladas que dizem que todo mundo é igual e que as fórmulas não mudam. Reconhecer isso é respeitar quem você é. Não se conhecer é como viver com um estranho dentro de você. E isso uma hora vai te causar muitas dores que poderiam ser evitadas. Se conhecer é ser honesto consigo mesmo sobre quem você é. Como diria o Oscar da literatura alemã, Hermann Hesse: “A verdadeira profissão do homem é encontrar seu caminho para si mesmo.”

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