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Intraempreendedorismo: a arte de vestir a camisa da empresa

Intraempreendedorismo: a arte de vestir a camisa da empresa

31 de março de 2017 Blog 0
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Já falei em outro artigo que empreender vai bem além de ter um negócio, mas nesse – em especial – quero tratar da temática do intraempreendedorismo. Esse tema ganhou força e veio pra ficar.

Há muito tempo se tinha estabelecida uma ideia de que funcionário só servia para fazer o que lhe mandam. Isso retirava a possibilidade de autonomia dele e também a liberdade de fazer mais do que o esperado. As pessoas cresciam condicionados a fazerem nada além do que é ordenado e aprender nada mais que o necessário. Isso abalava a motivação da pessoa em se desenvolver e dar seu melhor em eu trabalho. Como consequência, as empresas perdiam muito em produtividade e os empregados perdiam em engajamento e crescimento. Além disso, os próprios clientes eram impactados com serviços e produtos produzidos mediante uma situação de frustração profissional.

Contudo, no fim do século XX se tinha uma preocupação em compreender os desafios do novo milênio que estava pra chegar. Com o advento da computação, da internet, o acesso à informação e a facilitação da comunicação, as relações de trabalho sofreriam mudanças que precisariam ser ao máximo previstas para atingirem seu máximo potencial positivo. Gifford Pinchot III, empreendedor americano, percebeu que a estrutura organizacional vinha amputando a produtividade dos empregados e se tornou responsável por difundir uma nova ideia: intraempreendedorismo.

Entendendo o intraempreendedorismo

Com toda análise do que havia acontecendo, foi visualizado que era necessário um novo avanço nas relações profissionais: dar ao funcionário autonomia, espaço criativo e possibilidades maiores de desenvolvimento dentro da empresa. Intraempreender era isso, incentivar que os funcionários olhassem para seus empregos como se fossem sua própria empresa, sentindo-se parte significativa e ativa dela (contrariando a ideia anterior de que eram somente pequenas peças facilmente substituíveis na grande engrenagem que é a corporação). Em 1985, Pinchot III abriu caminho para a compreensão dessa visão a partir do seu livro “Intraempreendedorismo” (Intrapreneurship), mas as ideias demoraram anos sem serem aceitas de fatos pelo mercado.

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Intraempreender significa ter uma atitude proativa dentro do ambiente de trabalho formal. É o tipo de comportamento que costumamos chamar de “vestir a camisa da empresa”.  Esse estilo de atuação profissional é extremamente vantajoso para os funcionários e as empresas. A grande questão é que o intraempreendedorismo só vai existir com uma cultura empresarial muito bem definida e difundida. E essa cultura tem que prover abertura para criação e desenvolvimento por parte dos funcionários, além de dar oportunidade de aperfeiçoamento e sentimento de pertença, promovendo com cautela a ideia de “visão de dono”. Se isso não tiver estabelecido e presente com clareza do dia-a-da do organismo empresarial, certamente vai ser muito difícil engajar pessoas para uma postura empreendedora no trabalho.

Qual o impacto dessa ideia para os funcionários?

Viver a autonomia de criação incentiva o funcionário a ser proativo, ir além do convencional empregando seus talentos. E, usando seus talentos, ele tem resultados melhores e mais felizes que estimulam outras iniciativas criativas posteriores. É um ciclo. Provavelmente o maior ganho produtivo se dá justamente pelo aproveitamento voluntário dos talentos de cada um, e isso resulta em maiores possibilidades de ascensão de carreira e salário.

Infelizmente é muito comum vermos as pessoas frustradas e desconectadas do trabalho que executam. Encontrar um campo de oportunidade e autonomia agrega sentido ao fato de estar trabalhando naquela empresa e naquela função, e isso tende a conectar o funcionário à sua atividade(s).

Quem intraempreende facilmente se destaca por sua desenvoltura. Não tem como evitar. Os “funcionários do mês” são alguns fortes intraempreendedores de seus locais de trabalho. Ao menos na ideia original desse reconhecimento, eles são as pessoas que mais se doaram à empresa e que, por isso, merecem uma recompensa. Logo, quando você se conecta mais, você trabalha melhor, se destaca e é recompensado por seus esforços.

O que o intraempreendedorismo faz pelas empresas?

Depois de um tempo, tornou-se inevitável que esse conceito se difundisse e ganhasse força, pois além do cenário mundial apontar para essa direção com os comportamentos estimulados pelas novas tecnologias, a proposta favorecia também às empresas.

A velocidade das mudanças mundiais e a crescente competitividade de mercado exigem que as companhias inovem. E um grande primeiro fato é que não tem como elas inovarem sem terem um time de verdadeiros intraempreendedores. Isso foi comprovado, inclusive, em uma pesquisa feita pelo Dr. William Souder durante 10 anos.

Quando temos pessoas engajadas e que acreditam na cultura empresarial, temos grandes propulsores de resultados. Os funcionários trabalham mais satisfeitos, produzem melhores resultados e enxergam que se a empresa cresce, ele também se desenvolve. Isso impacta principalmente nos lucros, no fortalecimento das equipes, na rotatividade de pessoal e na consolidação empresarial.

Contudo, novamente tenho que ressaltar: essa sensação por parte dos funcionários só acontecerá com uma forte difusão da cultura empresarial entre os funcionários, e desde que ela, também, promova a participação criativa e proativa deles e forneça oportunidades de desenvolvimento dentro e fora da companhia. O comportamento intraempreendedor vai ser resultado desse tipo de ambiente organizacional.

Concluindo

Todo profissional que quer assumir posição de destaque no emprego tem que intraempreender. E toda empresa que quer ser inovadora e ampliar seus resultados tem que incentivar os intraempreendedores. Sabendo disso e dos principais argumentos para a ampliação de uma cultura empreendedora no mercado de trabalho, nos resta apenas praticar e difundir essa ideia em prol de relações de trabalho mais felizes e produtivas!

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