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As empresas querem líderes com a intuição apurada

As empresas querem líderes com a intuição apurada

11 de agosto de 2017 Liderança 0
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Algumas pessoas têm uma sensibilidade especial perante outras. Reconhecem dados e possibilidades de maneira além do convencional e notam detalhes nas intenções das pessoas que passam despercebido. Esse talento natural é muito conhecido como sexto sentido ou intuição, e ajuda principalmente na tomada de decisões. Saber as melhores escolhas acaba sendo algo muito além das possibilidades lógicas e transpõe a barreira da percepção. Esse talento está sendo requisitado também nas corporações por fortalecer os laços de relacionamentos e facilitar decisões de uma maneira muito diferente. O que é e de onde vêm esse sexto sentido?

Vamos falar sobre intuição?

A ideia de intuição muitas vezes é relacionada à espiritualidade. Costuma-se acreditar que mulheres e mães tendem a ter esse “dom” de maneira mais apurada (aquela ideia de “Boca de mãe não falha”). Essa visão é culturalmente estabelecida de maneira errada e superficial. O que chamamos de intuição na verdade é um conjunto de habilidades socioemocionais correspondentes à empatia e sensibilidade a detalhes.

Por questões também culturais a mulher, especialmente a mãe, é estimulada a desenvolver essa competência. Seja pela ideia estabelecida de que “sensibilidade é coisa de mulher” ou pelos papéis sociais que eram destinados a elas, a empatia costumava ser mais comum no perfil feminino. Como (ainda bem) esses paradigmas fora repensados, vemos homens tendo a oportunidade de também experimentar isso. Difundindo a cultura da empatia, mais pessoas têm acesso à oportunidade de desenvolverem e impactarem outras vidas.

Essa forma de lidar com as pessoas e situações auxilia em muito as relações interpessoais e a tomada de decisões. Estar sensível a notar percepções e informações nas situações de maneira mais apurada nos ajuda a compreender melhor o contexto e, “de maneira natural”, tomar decisões mais assertivas.

Relacionamentos interpessoais

Carl Rogers dizia que “a força persuasiva mais do relacionamento interpessoal é a habilidade de, antes de mais nada, perceber como se sente a outra pessoa e colocar-se no lugar dela e retornar seus sentimentos”. O que ele quis dizer é que essa percepção aguçada sobre o outro nos dá um poder de influência maior sobre ele. Isto é fundamental para construção de relações humanas mais saudáveis dentro de uma empresa, especialmente se falando em liderança.

Bons líderes têm que entender sua gente para saber como agir a respeito delas. Essa certa previsibilidade facilita em muito a resolução de problemas dentro da empresa. Não há garantia de uma margem de 100% de acerto, mas com certeza há maior satisfação mútua e produtividade. Como uma mãe, que depois de um tempo sabe se o choro do bebê é fome, o líder desenvolve essa habilidade na prática constante da escuta ativa. Além de ouvir, é se disponibilizar de verdade, entender e adentrar nos modos de pensar da pessoa.

Tomada de decisões

As decisões nem sempre trazem resultados financeiros e administrativos, mas com certeza impactam gente. Direta ou indiretamente. Em se tratando de liderança, suas decisões têm que ser pensadas refletindo sobre o que você irá causar sobre seus liderados. Mediante a compreensão sensível a quem são e a como é a cultura da organização, você desenvolve agilidade e precisão sobre alguns tipos de tomada de decisão. O processo torna-se intuitivo.

Juntando tudo isso podemos visualizar que uma competência da vida pode ser facilmente utilizada no contexto de trabalho. Neste mundo conectado e cheio de “ondas do momento”, que a empatia seja a próxima. Além de fortificar relações e melhorar decisões, a intuição é uma aptidão básica para uma boa liderança.

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