fbpx

Liderança informal nas organizações

Liderança informal nas organizações

13 de outubro de 2016 Liderança 0
Gerente1 - Liderança informal nas organizações

A liderança – diferentemente do que muitos ainda pensam – não se resume apenas a cargos formais e posições de autoridade, mas é uma postura que pode ser adotada informalmente, assim como aplicada na nossa vida. Eu falei um pouco sobre os tipos de liderança no post sobre liderança. Como é de se esperar, dentro das organizações isso também aparece, e se não bem trabalhado pode levar a diversos conflitos.

Ilustrando:

Alberto é um líder formal, que foi selecionado para o cargo de gerente de uma área dentro de uma grande corporação. Ele possui cerca de 8 liderados diretamente ligados a ele, e um deles é Francisca. Francisca, por sua vez, é liderada de Alberto e não concorda com a forma que ele gerencia o time, já disse a ele, mas ele não fez nada com suas sugestões e críticas. Então com seus fortes poderes de influência e persuasão e a proximidade que tem com seus e suas colegas de time, começa a mostrar a eles que a produção pode acontecer melhor de uma forma diferente da que Alberto indica.

Aos poucos, os liderados de Alberto começam a aderir às ideias de Francisca e questionar as ordens de seu líder formal. Os funcionários estão cada vez mais insatisfeitos por terem enxergado coisas que antes não tinham percebido. A produção está caindo e Alberto está se sentindo de mãos atadas, sem saber o que fazer.

Compreendendo esse tipo de liderança

Existem líderes que vão além de um título legitimado por alguma instituição. Na história, Francisca se encaixa nessa definição, recebendo o rótulo de líder informal. Esses líderes, igualmente a quaisquer outros tipos, têm a influência e a iniciativa como seu arsenal, e podem criar movimentos fortíssimos nos contextos que participam.

A autoridade informal é conquistada e é reconhecida pelos liderados, enquanto a formal é delegada por outros líderes. Certamente você já viu ou já participou de um time onde alguém tinha mais influência do que o próprio líder formal. Nas organizações eles podem enfraquecer o poder dos líderes formais, formar grupos que não estão dentro do organograma e afetar os rendimentos.

Um dos pontos que faz a liderança informal ser potencialmente forte é a proximidade com os liderados. Geralmente surge do meio de convivência comum deles, enquanto que muitos líderes formais ainda não aderem a uma relação de aproximação com seus subordinados (por escolha pessoal, tipo de liderança ou até mesmo sobrecarga de atividades), enfraquecendo seu poder de influência. Isso também traz aos subordinados a ideia de “Vou seguir à Francisca porque ela entende meu problema. Ela passa pelo mesmo que eu” que reforça essa influência dos informais. Quanto mais o nível de aproximação, compreensão e confiança cresce entre líder e liderados, maior é a influência de quem lidera sobre seus subordinados.

“A liderança pode ser considerada como um processo de influência, geralmente uma pessoa, através do qual um indivíduo ou grupo é orientado para estabelecimento e atingimento de meta.” (Bowditch e Buono. 2002. p.118)

A força da liderança está nos liderados. Não há como liderar sem que eles existam! Se uma hora encontram em outra a referência que querem, haverá um desmoronamento da estrutura anterior e um novo movimento acontecendo. Por esse e outros motivos a liderança informal tem que ser notada e valorizada, a fim de colaborar com o propósito pré-estabelecido para o time, e não para redirecioná-lo de uma maneira que possa desarranjar a estrutura.

Somando forças e ampliando o poder de liderança

hand 523233 1280 - Liderança informal nas organizaçõesAo contrário do que muito se propaga, a liderança informal tem que ser valorizada. Ela tem que se identificada e trazida para junto dos líderes formais, como ponte da gestão com os times e visão ainda mais aproximada das atividades por eles realizadas. É o que acontece (ou deveria acontecer) com os representantes de turma: eles fazem parte do time, têm uma relação de confiança, entendem melhor que a gestão quais são os problemas da turma e intermediam decisões e comandos para a sala.

Segregar não é o caminho, pois assim estaremos formando cada vez mais conflitos. O ideal é capacitar, aproximar e dar voz.

Comente usando o Facebook

 

Deixe uma resposta