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Saia da sua bolha de conhecimento

Saia da sua bolha de conhecimento

19 de fevereiro de 2017 Liderança 0
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Há muito tempo atrás vivemos a era dos especialistas. A ideia era saber o máximo possível de um único assunto e se destacar naquilo. Por isso as pessoas buscavam fazer graduação, especialização, MBA, mestrado e doutorado para se aprofundarem, e sempre todos no mesmo foco. Quanto mais específico, melhor. Achavam que quem sabia mais de um único campo de conhecimento ia mais além, mas havia uma fresta nesse modelo. As pessoas da época tinham um foco tã0 específico que tinham dificuldades em lidar com situações fora do comum ou contribuir com problemáticas de outros setores.

Passaram-se os anos e veio a era dos generalistas. O novo conceito de profissional com muito conhecimento era de alguém que sabia um pouco de tudo, e muito de nada. Conhecer de vários assuntos era tido como algo positivo pelo argumento de ampliar os horizontes e gerar soluções criativas. Contudo, esse estilo permitia que não houvesse profundidade de conhecimento em nada. Problemas complexos eram dificilmente resolvidos em diversas áreas porque pouca gente tinha se aventurado em “chegar lá”. O transtorno causado por isso era grande e tivemos que repensar nosso conceito sobre bagagem de conhecimento. E em qual era do conhecimento estamos?

Conhecimento hoje em dia

Atualmente, após todas essas fases, chegamos a uma que aprendeu os pontos positivos e negativos das anteriores. A era dos especialistas tinha como positiva a profundidade do saber, e a dos generalistas tinha a amplitude e a pluralidade. Hoje, após esse tipo de conclusão, sabemos que o ideal é a conjunção entre esses pontos, e daí a multidisciplinaridade surgiu como um referencial desejados para profissionais que queiram se destacar. Multidisciplinares são os que sabem bastante de algo, mas que passeiam por outras áreas.

Ganhos com o modelo multidisciplinar

Qual o ganho com esse novo modelo? Nesses novos parâmetros, temos maior potencial de encontrar soluções eficazes para problemas complexos e específicos sem perder a criatividade nas soluções. Vamos citar um exemplo: tenho me especializado em liderança, mas passeio entre os temas de empreendedorismo, empregabilidade e psicologia organizacional. Eu foco nas relações de liderança, mas contribuo para essa área com os conhecimentos de empreendedorismo, empregabilidade e psicologia organizacional, da mesma forma o inverso. Isso me dá flexibilidade de ideias e reforço na eficiência especializada.

É nesse padrão que atualmente caminham grandes corporações e profissionais competentes. Quem quer acompanhar ou ir além as referências profissionais tem que se ambientar nos requisitos que o mercado propõe. Para isso, temos que ter olhos de líderes, mesmo sem termos um cargo de líder. Líderes inovam e se capacitam para transpor barreiras e se superarem, e é assim que devemos nos portar sobre nosso conjunto pessoal e profissional. Só sai na frente quem caminha adiante e em passos ágeis.

Sair da bolha

Depois de toda essa explanação, o que seria “sair da bolha de conhecimento”? Se entendermos a bolha como um campo específico, sair da bolha seria justamente mergulhar na multidisciplinaridade. Quem não sai da bolha se isola do mercado e não acompanha o real ritmo das coisas. Estar fora da bolha seria a ideia de experimentar outras ideias. Claro que não podemos ser radicais quanto a esse conceito, pois estaríamos então retomando a ideia de generalização. Segundo as demandas atuais, devemos e podemos (hoje temos acesso) viver também o mundo “do lado de fora”.

O profissional competente de hoje não se prende a uma bolha de conhecimento. Pelo contrário, expande ao máximo seu campo de saber e se aprofunda em algo que faz sentido para sua vida. Saber destas coisas é importante para que estejamos cada vez mais próximos daquilo que nossos sonhos e nosso potencial nos indicam a ser.

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