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No fracasso: Lembre-se do Álamo!

No fracasso: Lembre-se do Álamo!

5 de maio de 2017 Blog 0
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Cada pessoa tem uma forma de lidar com as questões da vida. Eu gosto muito de observar isso e tirar as lições que fazem sentido para meu modo de enxergar e viver. Uma temática que gosto muito de observar é sobre o fracasso: como as pessoas reagem a ele?

O fracasso é de todo ruim?

Ninguém gosta de perder tempo, dinheiro e se frustrar, isso é fato. E a minha intenção nesse artigo não é te fazer gostar de quebrar a cara.  Não há nada de errado em temer o fracasso, pois a nossa intenção (profissional e pessoalmente) é de estarmos buscando sempre melhores condições. Mostre-me um perdedor feliz e lhe mostro um fracassado. Contudo, o medo garante nossa sobrevivência, pois nos protege de cometer loucuras que ameacem nossa existente, e o os erros fazem parte da maior parte das nossas tentativas. O problema está no medo excessivo de errar. Ele pode nos limitar de maneira muito negativa. A ideia aqui é entender como construímos o conceito sobre o erro e como ele impacta na nossa vida.

Para começar, precisamos entender que há uma grande influência cultural sobre o que pensamos a respeito dos insucessos. Especialmente no Brasil, falhar é feio, é errado e sujo. Infelizmente alimentamos a ideia de que devemos acertar sempre, e a internet ampliou a ideia do “está sempre tudo bem”, onde temos que estar sempre divulgando esse eterno estado de plenitude. Falando em negócios, é impossível empreender sem cometer erros, mas ainda assim as falhas são desvalorizadas.

A grande verdade é que o erro trás em si uma essência de aprendizado. Se você deixou de alcançar algo que foi esperado, você descobriu – na verdade – o que não funciona, entendeu por qual caminho NÃO seguir. Só que até aí existe a seguinte limitação: quantos de nós são ensinados a perceber as falhas dessa maneira? Ainda bem que pude ouvir muitas vezes que “ou você acerta, ou você aprende”, pois isso forjou em mim a tendência de desafiar o tabu do fracasso, mas reconheço que esse não é um padrão comum.

Lembre-se do Álamo

Uma história que me inspira a ver o fracasso dessa forma é a do Álamo. Em San Antonio, no Texas, existe um museu que rememora uma grande batalha. Era de um povo corajoso (texanos) contra um inimigo muito forte (mexicanos), que claramente venceria a batalha, mas o povo corajoso não deixou de lutar. Preferiram morrer tentando a desistir. É a história de uma grande tragédia militar. Eles fracassaram de maneira memorável. Contudo, até hoje os texanos, quando se frustram com algo dizem “Lembre-se do Álamo”, expondo uma dor e usando-a para impulsionar novas tentativas de acertar. Eles compreendem que esconder um fracasso não os torna mais fortes, mas sim a ressignificação dos fatos.

Grandes dores têm grande potencial impulsionador na nossa vida. É só lembrar das vezes que você pensou “Já passei por coisa muito pior!” quando algo difícil te acontecia. Ou, quem sabe, do gás que você tinha quando ouvia alguma história de superação e pensava “Essa pessoa superou. Porque eu não posso também?”. E quando vamos aprender a andar de bicicleta? Quanto mais caímos, mas vontade temos que aprender a pedalar. É errando ou vendo os erros dos outros que aprendemos como lidar com muitas coisas na vida, mas quando é conosco o aprendizado se consolida de maneira muito mais significativa. A cicatriz da experiência fica sempre ali, lembrando pra nós o que foi viver aquela situação.

O que a gente perde com o medo excessivo de fracassar?

Eu acredito piamente que, em algum momento da nossa existência, estamos destinados a viver uma história de superação. Ao menos uma vez na vida. Mas a realidade é que às vezes temos tanto medo do fracasso que fracassamos. E o pior: ficamos por isso mesmo, não tentamos superar por medo de nos frustrar de novo. Deixamos de fazer o que desejamos, esquecemos nossos sonhos na lista “to do” da vida e abdicamos de viver histórias que poderiam ser muito significativas na nossa realização pessoal. Os texanos lutaram até o fim, mas desistimos por tão pouco. Qual o nosso Álamo? O que pode nos fortalecer quando novos fracassos vierem, lembrando que é tudo um processo de aprendizados e conquistas?

John Davison Rockefeller, investido americano e fundador da Standard Oil Company costumava dizer “Sempre tentei transformar cada fracasso em uma oportunidade”. Essa é uma frase que retrata a prática para os texanos, mas será que é para nós? Perceba que a história do Álamo tem se perpetuado (cultura) como uma inspiração para tentar, e não para vitimizar. Esse é um exemplo real da influência cultural sobre nossa visão sobre o fracasso, mas nós podemos, a qualquer momento, remodelar isso. É o que eu proponho a você hoje: refaça seus conceitos de fracasso.

Que vamos errar muito durante a vida nós já sabemos. Se for para fracassar, que seja tentando e aprendendo. Assim o fracasso ganha novos significados. Afinal, na vida a gente acerta ou a gente aprende.

 

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