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Por que sentir raiva é importante?

Por que sentir raiva é importante?

24 de fevereiro de 2019 Blog 0
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Temos 5 emoções básicas (alegria, tristeza, raiva, medo e nojo), e apesar de preferirmos os momentos felizes da nossa vida, todas as emoções são igualmente importantes. Da mesma forma, o excesso em qualquer uma delas pode ser prejudicial social, psicológica ou biologicamente.

Quando nos restringimos de vivenciar alguma emoção, quebramos importantes oportunidades de sobrevivência e desenvolvimento. A raiva, emoção que iremos focar neste artigo, tem seu papel relacionado a ação e proteção.

Afinal de contas, o que seria a raiva?

8 Atitudes para evitar a raiva1 696x392 1 - Por que sentir raiva é importante?
A raiva. Fonte: STUDIOS, Walt Disney. Divertidamente, 2015.

Constantemente vivenciamos injustiças, situações que julgamos inadequadas, seja alguém que tratou mal outra pessoa na sua frente, um amigo que quebrou sua confiança ou o insucesso da expectativa de promoção no trabalho. Estas ocasiões geram desapontamento, frustração, julgamento, rejeição ou medo, mobilizando uma grande energia emocional. Esta energia altamente canalizada é a raiva. Ela tem o poder de direcionar com muita eficiência seu corpo e mente para a ação. Ao ser humilhado, por exemplo, você sente o sangue fervendo, a mente a mil, o coração acelerado e um ímpeto para reagir, não é verdade?

O problema é que sempre imaginamos a raiva como protagonista em cenas explosivas e associamos a algo negativo. Mas deixa eu te provocar: como você se sente quando pensa nos objetivos que há anos imaginou que iria estar vivendo hoje, e lembra que não os cumpriu? Desapontado(a), frustrado(a) ou inquieto(a)? Então provavelmente o que você sente é raiva.

A raiva é uma emoção básica que deriva outras sensações, as secundárias, de estar: machucado, hostil, zangado, egoísta, odioso e crítico. E ainda estas originam sensações terciárias de estar: distante, desrespeitado, sarcástico, enfurecido, prejudicado, ciumento, instigado, irritado, ressentido, cético e desconfiado. Você já sentiu alguma dessas coisas? Então provavelmente era a raiva.

Como seríamos sem a raiva?

Toda emoção é neutra (não é positiva e nem negativa), incluindo a raiva. Sem ela, iriamos nos conformar com todo tipo de frustração, ameaça ou afronta. Ela é o que nos prepara para agir de maneira enérgica. Sem ela, você não iria se opor (mesmo que mentalmente) ao receber um insulto e ao ser acometido(a) de uma injustiça ou dano. Você iria olhar para os erros do passado sem intenção de mudança e estacionar no seu progresso.

Sabe aqueles dias em que você se sente instigado(a) a fazer algo? Esta é uma sensação derivada da raiva também. Podemos considerá-la como insatisfação sobre a incompletude de uma atividade, por exemplo.

Os problemas da raiva, como em qualquer emoção, são o mal direcionamento e o excesso. Somos educados a associar a raiva a gritos, discussões, brigas e outros tipos de conflito, dificultando compreendermos nossas emoções de maneira mais clara. Com maior clareza do que sentimos, podemos gerenciar com mais eficiência as nossas emoções.

Emodiversidade

Assim como um ambiente com diversos tipos de vida é biodiverso, somos emodiversos quando experimentamos várias emoções. Este conceito tem se tornado particularmente importante após pesquisas como a feita em 2014 pelas Universidades de Yale (EUA), Pompeu Fabra (Barcelona) e a Universidade de Cambridge (Reino Unido), comprovando os benefícios da emodiversidade. O estudo comprovou que negar emoções “negativas” ou se prender a elas leva a uma maior facilidade de desenvolver distúrbios psicológicos e orgânicos. Pelo contrário, quem é mais emodiverso se torna mais saudável. Poucas vezes atribuímos nosso estado de saúde ao que sentimos, não é?

Devemos experimentar profundamente o que sentimos, apreciar e identificar de modo a obter maior autonomia sob as emoções. Sem conhecê-las, será muito difícil evitar os excessos e gerenciar o que sentimos.

Dessa forma compreendemos: a raiva tem seu papel na sobrevivência psicológica e biológica, e devemos vivenciá-la de maneira autêntica. Que tal começarmos hoje?

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