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O que as mochilas de Jequié têm a ensinar sobre público-alvo?

O que as mochilas de Jequié têm a ensinar sobre público-alvo?

9 de maio de 2017 Blog 0
prefeitura de jequie comeca a entregar os kits escolares aos alunos da rede publica de ensino 1 1024x575 - O que as mochilas de Jequié têm a ensinar sobre público-alvo?
Está rodando na internet o curioso caso dos kits escolares das escolas e creches da cidade de Jequié, na Bahia. O kit escolar entregue para quase 18 mil alunos da rede pública de ensino da cidade no dia 5 de maio. As crianças estavam sem receber fardamento novo há quatro anos, mas a polêmica ficou por parte da bolsa. A mochila veio no mesmo tamanho para todas as turmas. Das cheches ao ensino fundamental.

Crianças de 3 anos estavam usando as mesmas bolsas que os estudantes de 8 anos usavam. As bolsas eram quase maiores que os pequenos. As próprias mães das crianças começaram a postar fotos de seus filhos usando as mochilas nas redes sociais (uma até colocou seu filho dentro de uma das bolsas), viralizando a engraçada – porém trágica – situação. Esse caso virou meme na internet e retrata comicamente nossa dificuldade em elaborar nossos produtos e serviços pensando no nosso público.

 

 Foca no público!750 20175981741853 - O que as mochilas de Jequié têm a ensinar sobre público-alvo?

Quando vamos criar um negócio, frequentemente nos preocupamos com o que está sendo desenvolvido. Isso é o esperado. A dificuldade se encontra em entender que esse o que deve ser baseado no quem da questão. Os modelos de negócio sem público-alvo bem definido são belas setas que apontam para lugar nenhum. Igualmente para qualquer coisa que desenvolvemos. Quem é usuário da sua solução? Para quem você irá entregar esse serviço ou produto? Quem tem essa dor?

Não faz sentido criarmos algo que será comercializado sem pensarmos em quem vai adquiri-lo, mas é o que frequentemente acontece. Estamos automatizados a pensar no cliente apenas de forma pontual, sem nos aprofundarmos nas reais necessidades e percepções deles diante o que vamos oferecer. E é graças a essa tendência que surgem tantas “mochilas”. Na verdade, saber o que a pessoa espera e necessita nos trás vários elementos importantes para elaborarmos entregas cada vez mais diferenciadas. E quando nos posicionamos próximos à realidade do usuário, avançamos diante os concorrentes e abrimos margem para desenvolvermos nossos diferenciais.

Design centrado no usuário

Essa forma de pensar nossas produções tem um nome: Design centrado no usuário (DCU). É uma abordagem usada fortemente desde os anos 80 por empreendedores e desenvolvedores de projetos em geral. Consiste principalmente em tentar compreender seu público e consultá-lo durante o processo de criação do produto. Se compreende que à medida que o projeto se aproxima mais do público, maior poder de influência tem sobre eles. É um processo de criação participativa.

Como isso acontece? Por meio de pesquisas, mídias sociais e outros ambientes online dedicados a interagir com o público, versões de pré-lançamento, eventos de demonstração, testes de usabilidade e outras tantas formas que variam conforme o produto. No caso das mochilas de Jequié, uma simples consulta dos dados sobre os usuários do sistema de educação municipal teria sido minimamente suficiente.

Como são os principais usuários? O que querem ou devem fazer? Como? Onde eles estão? Minha solução realmente trás benefícios consideráveis ao meu público-alvo. É isso que devemos nos perguntar.

Voltando à Jequié

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A situação em Jequié reflete um caso de projeto feito sem pensar com o devido cuidado no público-alvo. Só de responder às perguntas mais clássicas de DCU para elaborar as mochilas, logo perceberíamos dados muito importantes. Digamos que o público transite entre 2 e 12 anos. A idade média é um dado de fácil acesso e simples que muda toda a produção. Com esse único dado já identificaríamos que – assim como as camisas e sapatos – as mochilas deveriam vir em tamanhos diferentes para atender às diversas séries.

A Prefeitura de Jequié ainda afirmou que as bolsas eram para os pais, e não para as crianças carregarem. Por isso o tamanho. É por descuidos como esse que empresas perdem seus clientes e órgãos públicos ficam com a imagem gravemente comprometida, como foi com a Prefeitura de Jequié. Se não tivermos essa preocupação com quem vai adquirir meu produto ou serviço, seremos os próximos.

Antes de tudo, não podemos esquecer da máxima “o cliente sempre tem razão”. Ao expandir a frase, notamos que ela também fala sobre as necessidades e o perfil do nosso público. É ao redor deles que nossos modelos de negócio devem girar.

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