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Você tem dificuldade de cobrar o preço justo por seu trabalho?

Você tem dificuldade de cobrar o preço justo por seu trabalho?

29 de maio de 2020 Blog Carreira e projeto de vida 0
Uma carteira vazia aberta, segurada por duas mãos

Sempre que um(a) cliente me procurava, eu pensava “vou cobrar barato pra construir uma parceria e nas próximas eu cobro o preço justo”. Mas sabe qual era a realidade prática? Ou a pessoa descredibilizava meu trabalho pelo custo que ele tinha (“Está muito barato… Não deve ser bom!”) ou acreditava que sempre poderia contar com aquela faixa de preço.

Nesse ciclo vicioso, eu nunca crescia meus ganhos. O pior é que era apenas por uma crença que eu jurava que me ajudava a me destacar. Virava refém do meu próprio trabalho, enquanto que os(as) profissionais da minha área estavam ampliando suas margens. Enquanto isso, os boletos continuavam chegando.

Erros como esse são mais comuns do que imaginamos. E não apenas para empreendedores(as) e autônomos(as). Há quem não consiga cobrar o valor justo por seu trabalho, quem não tenha coragem de pedir um aumento, quem tenha dificuldades de cobrar o pagamento de seus clientes… Formas diferentes de um mesmo problema.

Agora pense: se mantendo assim você tem que trabalhar ainda mais para ganhar o suficiente, tendo ainda menos chance de ter tempo, energia, qualidade de vida e satisfação para aproveitar seus ganhos, e ainda desvaloriza sua área.

Valor agregado x preço

Todo trabalho tem seu preço e seu valor. Talvez esse seja o maior clichê do marketing, mas vale resgatar. Preço é o que se paga, e valor é o que se entrega – ou recebe, e eles devem ser proporcionais. A grande questão é que valor é intangível e depende de muitos fatores: escassez, autoridade, relevância, excelência, personalização… E nem todo mundo sabe identificar que valor está entregando (ou pretende entregar) com o seu trabalho.

Algumas perguntas podem te ajudar a compreender melhor o valor que você está entregando:

  • O que você tem de diferencial em relação aos outros(as) profissionais da sua área?
  • Qual o toque especial que você dá ao seu trabalho, em relação ao que é encontrado no mercado?
  • Que solução você está entregando com seu produto/serviço?
  • Que dor ou necessidade ela resolve?
  • Por que seu(a) cliente deveria procurar você? (não vale o preço!)

5 ações para o preço justo

1) Determine o tal preço justo

Se você quer ser melhor remunerado(a), precisa primeiro entender qual é o patamar financeiro que você quer chegar. Elenque seus custos, estilo de vida estimado, os investimentos (em si, em sua profissão, em seu patrimônio, etc) e, com isso, estipule seu preço médio. Seja por hora, serviço ou salário, a depender do seu tipo de carreira.

Claro, as condições de mercado devem ser consideradas, mas você não deve se ater exclusivamente a elas. Ainda mais sabendo que muitos dos preços praticados no mercado ainda seguem essa tendência vulgarizada que estamos tentando combater.

2) Identifique o seu público

Sabendo quanto você quer ganhar, pense no público (empresa, cliente, pessoa, consumidor, etc) que busque sua solução (valor) e esteja disposto a pagar seu preço. Talvez você se surpreenda com o fato de estar insistindo no público errado ou que está oferecendo a coisa errada para o público certo.

3) Trabalhe sua mentalidade

Como falei acima, as crenças que alimentamos sobre o nosso trabalho podem ser tóxicas para nossa prosperidade financeira. Elas podem nos amarrar a um ciclo de trabalho pouco produtivo e nos levar à insatisfação – por mais que estejamos fazendo algo que amamos – por não sermos justamente remunerados(as) por isso.

Algumas das crenças que podem ser tóxicas para nosso progresso financeiro e profissional são:

  • Não estou pronto(a) para cobrar mais pelo meu trabalho
  • O mercado está saturado demais para que eu possa crescer e me destacar
  • Não tenho diferenciais para agregar como valor à função que executo
  • Preciso cobrar pouco para entrar no mercado e ganhar espaço
  • Ao cobrar um(a) cliente pelo serviço que prestei, estarei incomodando

A auto observação constante pode ajudar na revisão das crenças, mas caso você sinta que é muito difícil de dar conta disso só, procure a ajuda de um psicólogo(a).

4) Saiba dizer não – difícil, mas necessário

Vão haver oportunidades tentadoras de ganhar pouco pelo que você se dedica tanto para fazer… E elas provavelmente vão aparecer quando você mais precisa de dinheiro, para tornar a escolha mais difícil. Se você puder dizer não, recuse. Dizer sim para uma oportunidade mal remunerada abre porta para uma exaustiva sequência de outras tantas. Vira hábito, especialmente dos seus clientes ou contratantes.

O que não te contam sobre seu preço

Para finalizar, existem quatro coisas que aprendi muito nos últimos 3 anos sobre meu preço e que preciso compartilhar com você:

  1. Os clientes ou contratantes que pagam mal vão cobrar qualidade tanto quanto os que pagam bem.
  2. Recebendo mal, você vai ter que se dedicar tanto quanto se estivesse recebendo de forma justa.
  3. Ao ser mal remunerado(a) a influência das diversas preocupações pessoais (contas, limitações dos seus planos, imprevistos, etc) nos resultados no trabalho fica ainda maior.
  4. Ser mal remunerado(a) gera muito estresse, que por sua vez, afeta muito a sua saúde física e mental. É desgastante.

Então porque se contentar situações limitantes, como esta? Não podemos falar de carreira sem falar de remuneração, sem quebrar esse tabu e entender como o dinheiro pode beneficiar ou atrapalhar seu nível de satisfação com o trabalho.

Inclusive, falei um pouco mais sobre o tabu do dinheiro no segundo episódio do PROCast. Confira abaixo:

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